Lenda viva: aos 98, atleta de Catanduva soma quatro recordes mundiais na natação
Aos 98 anos, idade em que muitos já reduziram o ritmo da vida, Guilherme da Silva acelera dentro d’água — e faz história. O nadador que representa Catanduva é recordista mundial em quatro modalidades da natação master e se tornou símbolo de longevidade, disciplina e superação no esporte.
Guilherme detém o recorde mundial na categoria 90+ nos 100 metros borboleta (piscina de 25 metros), na 95+ nos 50 metros borboleta (piscina de 25 metros), na 95+ nos 50 metros borboleta (piscina de 50 metros) e na 95+ nos 200 metros peito (piscina de 50 metros). As marcas são oficialmente reconhecidas pela World Aquatics, entidade máxima da natação mundial, com certificados emitidos diretamente da Suíça.
Mas o currículo vai além das marcas planetárias. Guilherme também é recordista sul-americano (14 vezes), brasileiro (15 vezes) e paulista (8 vezes), acumulando títulos ao longo de quase quatro décadas de competições. Todos conquistados defendendo as cores do Clube de Tênis Catanduva, onde treina diariamente e mantém uma rotina que impressiona atletas de qualquer idade.
A trajetória é ainda mais surpreendente pelo ponto de partida: ele começou a nadar aos 60 anos. Sem histórico competitivo anterior, encontrou na piscina um novo propósito de vida — e nunca mais parou. Já são 38 anos ininterruptos de treinos e competições, sempre representando Catanduva em torneios nacionais e internacionais.
Disciplina é palavra de ordem. A rotina inclui treinos regulares, preparação física e foco absoluto na superação dos próprios limites. Para Guilherme, idade é apenas categoria.
E ele já estabeleceu a próxima meta: nadar até os 100 anos. Mais do que isso, quer competir na categoria 100+ e conquistar um novo recorde mundial, ampliando uma trajetória que já é histórica.
“Eu amo nadar. A natação me deu vida, saúde, amigos e objetivos. Enquanto eu puder entrar na piscina, vou continuar treinando e competindo. Meu sonho é chegar aos 100 anos ainda ativo, ainda nadando — e, se Deus permitir, estar vivo para disputar a categoria 100+ e conquistar mais um recorde.”
Em tempos em que o alto rendimento costuma estar associado à juventude, Guilherme da Silva prova que a excelência não tem prazo de validade. Dentro da piscina, ele não nada apenas contra o cronômetro — nada contra o tempo. E, até aqui, segue vencendo.
DA REDAÇÃO – UNIVERSO ESPORTIVO
Fotos: Câmara de Catanduva / Beto Ornellas

